O sobrenome alemão Kleber descreve um ofício. Vem do verbo kleben, colar, grudar, e designava quem assentava barro e reboco nas paredes de pau a pique, o trabalho que segurava a casa em pé. É o mesmo tipo de sobrenome de Schmidt para ferreiro ou Müller para moleiro: nomeia pela mão, não pela linhagem.
A fama chegou pela França. Jean-Baptiste Kléber, alsaciano, foi um dos generais mais respeitados da Revolução Francesa, comandou o exército no Egito depois que Napoleão voltou para Paris e morreu assassinado no Cairo em 1800. Estrasburgo tem uma praça com o nome dele e Paris tem uma avenida, e foi por esse caminho, de general e não de pedreiro, que o sobrenome virou nome de pessoa em vários países.
No Brasil ele chegou com uma decisão de grafia pela frente e o país escolheu as duas. Cleber, com C, tem 92,9 mil pessoas; Kleber, com K, tem 35,3 mil, e ainda há Cleuber e Cleiber em milhares. É a mesma bifurcação de Cleiton e Kleiton, e ela mostra que a família brasileira não copia grafia estrangeira: negocia com ela até achar o desenho que gosta.
A trajetória cabe em três décadas. Eram 121 registros nos anos 1930 e 2.173 nos 1950; subiu para 23,6 mil nos 1970, ao pico de 34,8 mil nos 1980 e caiu para 13,8 mil nos 1990. Depois vieram 7.076 nos 2000, 3.193 nos 2010 e 650 na década atual. São 92,9 mil brasileiros, posição 339 do país, com idade mediana de 40 anos.
📈 Popularidade no Brasil
Nascimentos registrados com o nome Cleber por década. Fonte: IBGE, Censo 2022.
🗺️ Onde Cleber é mais comum
Cleber é 4,4 vezes mais comum no Rio Grande do Sul (0,067% da população) do que em Alagoas (0,015%).
Percentual da população local que se chama Cleber. Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022. Cidades com pelo menos 100 pessoas com o nome, para o percentual não virar ruído.
✏️ Variações e formas em outros idiomas
💬 Apelidos carinhosos
👶 Nomes compostos com Cleber
👨👩👧👦 Combina com (irmãos e irmãs)
💛 Seu baby merece




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