Felipe vem do grego Philippos, formado por "philos" (amigo, aquele que ama) e "hippos" (cavalo): "amigo dos cavalos". Na Grécia antiga, isso era um baita elogio: cavalos eram símbolo de nobreza, riqueza e poder, e amar cavalos era coisa de aristocrata. O nome já nasceu, portanto, com cheiro de realeza e de campo aberto. Dos estábulos da Macedônia aos berçários brasileiros, o elogio segue valendo.
Realeza não faltou. Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande, preparou o exército que conquistaria o mundo. O apóstolo Filipe levou o nome para a tradição cristã. E a Espanha o adotou de vez: Felipe II comandou o império onde o sol não se punha e batizou, sem querer, um país inteiro, as Filipinas. O atual rei espanhol é Felipe VI.
Amizade está na etimologia e ficou na fama: Felipe é o parceiro leal, o que chega junto, o melhor amigo por excelência. Lipe, o apelido nacional, tem um charme jovem que acompanha o nome desde os anos de escola. Entre os amigos, o Felipe costuma ser o ponto de encontro: a casa dele recebe, o telefone dele responde, o abraço dele conta.
No Brasil, Felipe é figurinha da geração 80 e 90: raro até os anos 1970, saltou para 92 mil registros nos 1980 e fez o auge nos 1990, com 219 mil. O Censo 2022 soma 676 mil, 20º do país, coladinho nos contemporâneos Gustavo e Guilherme. E olha que o clã é maior: Filipe, Phelipe e Philipe pulverizam a contagem da mesma família, sem falar no composto campeão Luiz Felipe.
📈 Popularidade no Brasil
Nascimentos registrados com o nome Felipe por década. Fonte: IBGE, Censo 2022.
✏️ Variações e formas em outros idiomas
💬 Apelidos carinhosos
👶 Nomes compostos com Felipe
👨👩👧👦 Combina com (irmãos e irmãs)
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